domingo, 1 de junho de 2014

DA SAUDADE PATÉTICA



A saudade é patética! Ladra de sentimentos mais nobres que ela rouba nos momentos mais inoportunos. Vem na calada da noite, assim como no despertar do Sol, numa manhã promissora. E ela avança pelo dia afora e adentra a noite. Não é convidada e nem é bem-vinda. Porque então surge assim, como uma lança afiada, ferindo quem não a suporta?

Eu a tenho grudada em mim como uma sarna, por esses dias... Ela me incomoda e me torna um trapo. Isso é maldade! Essa saudade... Estou aqui com ela, sem ter como afastá-la, no momento. Tenho de conviver com ela, ainda mais quando ela bate forte e chega a me queimar por dentro, feito ferida que não cicatriza, feito dor que não passa, feito chama que não se apaga. Que saudade bandida!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

DA AMIZADE E DO AMOR



Enquanto penso que os grandes poetas já disseram quase tudo sobre a amizade e sobre o amor, fico feliz por ainda me sobrar um espaço para também dizer o que percebo e o que sinto sobre estes dois sentimentos que movem a humanidade.
Estudiosos publicam seus grandes ensaios sobre estes temas, acordados pelos estudos e pesquisas. Mas muitos poucos tiveram a chance de viver a amizade e o amor, e por esta razão quase nada sabem, apenas escrevem o que de direito eles têm por conhecer o assunto, através dos livros, através de seus estudos.
Quando leio artigos que falam de experiências passadas e mesmo vividas, de verdade, então ainda eu sinto que possamos acreditar nestes sentimentos que são tão difíceis de explicar ou mesmo comentar. Mas quem vive intensamente sabe, de cátedra, tudo o que significa cada um deles.
 
Escrevo agora sobre a amizade...
 
Um dia, a gente encontra uma pessoa. Ao batermos o olhar sobre ela, o coração acelera e o encontro dos olhares já diz que podemos ser “amigos”, pois é inevitável o sentimento que abraça o mundo. Sentimos o “não estamos sós”. Há alguém que poderá nos encaminhar pelas veredas que nos conduzem a uma vida melhor, porque, agora, temos alguém em quem podemos confiar. O quanto podemos confiar... Nossos mais íntimos segredos, nossas alegrias, nossas falhas e nossos medos.
As mãos dadas selam o sentimento que nunca podemos entender, quando de nosso abraço e de nosso beijo na face.
O querer não se separar. A vontade de encostar o ombro para ouvir as lamúrias, o querer de um colo. O desejo de encontrar o infinito das estrelas. A vontade de contá-las, quantas existirem no céu de nossa imaginação e de nosso gosto.
A amizade ronda o nosso coração, assim como o amor!
Brindo à amizade que nos une...
 
Escrevo agora sobre o amor...
 
Quem há de entender o amor? Este sentimento está acima de nosso entendimento. Quem poderá falar dele, se ainda não o vivenciou?
Quantos escrevem sobre o amor, sem ao menos entender o que ele é verdadeiramente? Imaginamos festins no ar, quando estamos amando... É uma surpresa vê-lo pulsar em nosso coração.
O amor é, para quem tem a felicidade de senti-lo, o mais puro sentimento, o mais elegante deles, pois podemos tratá-lo com muita cerimônia, ainda que possamos sentir muito à vontade. Mas há de cultivá-lo com a maior seriedade, pois a ele devemos reverenciar por ser o mais sagrado dos sentimentos.
Não podemos explicá-lo, podemos senti-lo no fundo do peito, no pulsar do coração, quando estamos com quem amamos. E então o amor deixa-se aparecer. Ele deixa-se descoberto, para que possamos vivê-lo gota a gota, sem perdermos toda a sua essência!
Brindo ao nosso amor...
 
E por falar em “amizade e amor”, preciso, muito, encontrar o “Anel de Claddagh”... Este tradicional anel irlandês! Duas mãos segurando o coração coroado. O coração representa o amor... As mãos, a amizade... E a coroa, a lealdade. E é também usado como símbolo de eternidade.
Deverei, ainda, correr o mundo, em sua busca... Vou precisar de um par deles!
 
A belíssima história de origem deste anel, lenda verdadeira na história da Irlanda, poderá ser apreciada em: http://maniadeprincesa.blogspot.com.br/2012/02/o-anel-de-claddagh.html
onde eu a encontrei, com mais detalhes, dias atrás!
 
#######

terça-feira, 27 de agosto de 2013

DA ARTE BELA... DELA


De pequena, com grande certeza, ela fez lá as suas artes. Quem não as fez?
Ao longo de sua caminhada, escolheu uma e se aperfeiçoou nela, sendo a sua profissão!
Por agora, a odonto especialista, Dra. Ana Carolina Dupim, acaba de dar à luz à sua arte maior: a primeira cria, a sua filhinha, que chegou com todas as bênçãos.
Acabo de conhecer Ana Carolina, e é como se já tivéssemos nos encontrado numa outra vida, tamanha a nossa empatia, a nossa sintonia, desde a minha primeira consulta. Foram apenas quatro, num espaço de quase um mês.
É pouco tempo para se falar de alguém? Sim! Mas, neste caso singular, o que transita no tempo, aqui, não conta tempo... É bem atemporal, sem pertencer ao passado, futuro ou presente. O que conta é a emoção da magia que aproxima as pessoas...
Durante minhas consultas, conheci a força e a delicadeza de sua arte. Enxerguei, com os olhos e com o coração, toda a sua bravura de profissional competente que é, apenas no sentir, pois ela não se faz ser percebida, já que a sua humildade não a revela, assim como um véu translúcido...
Seus estudos e aperfeiçoamentos apontam seus troféus: graduação, especialização e mestrado.
Com maestria, assim como uma regente à frente de uma orquestra, sendo bem capaz, tratou de meus dentes, os músicos, assim como quem trata, com dedicação, um enfermo... Resultando uma grande sinfonia, que até hoje, e sempre, estarei ouvindo com meus ouvidos de compositora, que sabe cada nota musical...
E quando de dar um toque em um dente e outro, esteticamente? Da arte bela dela, era como se fosse uma escultora de dentes, tamanha perfeição em lidar com seus instrumentos, assim cinzelando, ainda mais, a sua arte!
Se ela resolveu o meu problema? Quê problema? Não o tenho mais, graças a Deus, graças a ela...
Um sorriso lapidado!!! Feito, qual, a gente precisa... E sai, com ele, do StudioSorriso!
Cada um, com sua arte, merece o seu destaque, sem dúvida alguma!
Obrigada, desde então, amiga, Ana Carolina...
 
#######

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

DA ARTE DE ENGANAR



Hoje, estou pensando... Tantas pessoas usam, tão maravilhosamente bem, do ofício de iludir outras pessoas, quando não iludem a si mesmas a maior parte do tempo de suas vidas!

Usei o termo “maravilhosamente” por ser tão fácil. Para quem sabe enganar, o burlar é como beber água. O engano ou o erro é um equívoco, que dá margem à suspeita.
Conseguir esta “façanha”! Enganar alguém e iludir o coração... Cair na ilusão de que tudo está bem, quando não está de fato, é o pior dos enganos. A gente vive o faz de conta, a gente passa por cima, a gente tira a poeira e continua de pé, mesmo sabendo que na realidade a gente está de quatro, com o corpo todo arriado.
Pra que mostrar a nossa fraqueza? Não, isto é por demais ultrajante, para nós que sentimos o abatimento de nossa resistência moral. Pra que mostrar o nosso desencanto? Não, isto é o mesmo que colocar a nossa cabeça à mercê da forca. Pra que mostrar a nossa humilde condição? Não, isto é jurar de morte o nosso próprio ego. Pra que servir de isca? Não, isto é o mesmo que ser coadjuvante, auxiliando a morte prematura. Pra que se mostrar forte? Não, esta condição já nos coloca fracos diante de qualquer situação.
Por isso, é mais fácil iludir, enganar aos outros e a si próprio.

Mas, não podemos tapear a vida o tempo todo. Cedo ou tarde, a nossa verdade vem à tona descortinando toda a ilusão que tecemos ao longo do período no qual induzimos um erro.
Então... Eu penso: pra que enganar? Esta maneira prática de contornar as coisas só serve mesmo para “tapar o Sol com a peneira.”

Sejamos honestos até aonde a vista não mais possa alcançar. Sejamos honestos, enquanto podemos viver de maneira digna, sem tropeços. Sejamos nós mesmos, simplesmente.
Por que não abrandar tudo o que sentimos? Assim, pode ser melhor, assim pode ser o ideal.
Vamos dizer tudo “na lata” tudo o que sentimos. Vamos impor, acima de tudo, todos os nossos sentimentos. Vamos dizer, com todas as letras, aquilo que está dentro de nós, e assim será melhor. Vamos, enfim, acreditar que podemos ser o que podemos ser, sem máscaras. Difícil se mostrar? Não é não! Tenhamos coragem, sem enganar aos outros. Sem mentiras e com coragem.

Da arte de enganar, não levamos nada, levamos apenas sofrimento e mentira.
Sejamos nós, para que possamos acreditar em tudo o que sentimos, sem ludibriar a vida, as pessoas e a nós mesmos!!!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

DO QUE SOU




Sou do que sou! Sou daquilo do que posso ser. Sou das matas, sou das águas, sou de todo esplendor. Sou da matéria, do universo, sou do meu verso, porque sou inteira!

Sou da poesia, que acalma o coração dos grandes poetas, sou da magia de não ser, mas abuso da essência do saber. Sou da carência de viver de qualquer momento que me faça feliz! Sou meio velha, meio nova, sabendo bem o porquê.
Sou da razão do querer, sou do tempo de poder.
Sou das asas que libertam, sou do tempo de amanhecer.

Sou esperança que abraça o meio de conseguir. Sou nuvem, sou estrela, sou azul de céu.
Eu sou o vento que sopra, trazendo boas novas. E sem querer sou o grafite que escreve melodias; canções que unem corações.

Sou a Lua que se parte, sou borboleta de gravata, perdida, eu sou meu outro lado!
Sou careta, sou bandida. Eu sou um som de uma flauta doce. Sou uma sempre-viva da terra do sem-fim. E para “você” colhi uma, para dizer que estou viva.
Sou do pedaço, sou da colheita, sou da mira, sou canção esquecida.

Sou da fumaça de meu cigarro, sou do laço de nosso abraço. Sou terra produtiva, sou mulher que ama a vida! Sou consolo, sou alma destemida. Sou o berro de um berrante anunciando uma nova vida; uma outra vida!

Sou esquema traçado, sou um achado. Sou menina, sou criança nos seus braços que me abraçam. Sou a pessoa que lhe ama...

Sou assim, meio esquisita, mas sem sombra de dúvida, sou uma criatura querida!

Sou do lodo, sou da lima, do fruto da limeira, mesmo que não ache a rima.

Sou a mivla que bebetea o seu coração!

Sou a pessoa que lhe arrasta para o meio da explosão do que sou, do que sou, do que sou...!


terça-feira, 29 de maio de 2012

DA ESPERA DE UM BILHETE SEU




E aquele guardanapo, depois de uma acrobacia pelo ar, caiu justamente em cima da mesa que eu ocupava naquele bar onde nos encontramos pela primeira vez.[?] E eu estava lá, à sua espera ou à espera de um bilhete seu, ao menos se você não aparecesse.

Você não foi! E o guardanapo, que achei ser uma missiva sua, continuava, em branco, apoiado na borda de meu prato vazio, à espera de nosso pedido em cumplicidade.

Eu aguardava você... Esperei você, loucamente, assim como se fosse uma última vez de tantos encontros que poderíamos ter tido, de tantos momentos deliciosos e saudáveis como havia sido aquele primeiro... Esperei você, mordendo os lábios de tanta aflição por não ter a certeza se viria se acaso quisesse, de verdade, me ver novamente. E ter o benefício da dúvida é algo que me incomoda; às vezes é até estimulante. Mas desta vez não foi!

Eu aguardava você, sim! Aguardava, porque queria ver você de novo, para saciar o meu desejo de mais uma vez... Mais uma vez, que fosse!

Da primeira vez, "deu vontade de não ir embora". Deu vontade de ficar por muitas e muitas horas ao seu lado. Conversando...Conversando. E aquela nossa conversa foi tão boa, assim como ficar horas e horas em frente ao mar, ao sabor de ficar olhando as ondas e seu vaivém.

É dessa maneira que ficamos atentos a tudo que nos acontece. E ter acontecido você, em minha vida, foi mais ou menos assim: uma onda atrás da outra, não como o cotidiano, mas como a surpresa que cada onda nos reserva.

Você me surpreendeu, desde a primeira onda!

Admirei-me com a pessoa que você é. Foi um assombro, e ao mesmo tempo uma surpresa doce quando conheci você. Raramente, encontramos pessoas em nosso caminho que nos fazem tão bem. Por isso eu esperava você...

"Queria ter de volta a magia de um reencontro, para poder iluminar a minha alma com a luz da sua."

E apesar de todas as minhas expectativas, você não foi. E nem mesmo mandou-me um bilhete, para justificar a sua não presença.

Foi então que fui até ao bar. Tomei uma dose de uma bebida forte para me encorajar, e voltei àquela mesa e comecei a escrever, naquele guardanapo em branco, este bilhete para você!

E assinei, não sei se em vão, mas com grande convicção: "Gosto de você, e ainda espero um bilhete seu!"

quinta-feira, 17 de maio de 2012

UMA DECLARAÇÃO DE AMOR




Está no “Aurélio”: declaração é uma confissão de amor!
Mas... Por que toda declaração tem de ser de amor? Será que uma declaração não pode ser de amizade, de companheirismo, de fraternidade, de outra coisa qualquer?
Sim! Também está no “Aurélio”: declaração é um documento no qual se declara alguma coisa. E declarar é dar a conhecer, confessar-se, pronunciar-se a favor ou contra.
Pois bem, então podemos declarar qualquer coisa... Até mesmo um amor!
Mas, aconteceu que, dias atrás, eu quis fazer uma declaração a alguém a quem eu quero muito bem. Em poucas frases ditas, eu pude confessar, por telefone, assim sem mais nem menos, o quanto esta pessoa é importante para mim.
Eu estava cozinhando... Estava preparando um gostoso jantar: um estrogonofe de frango, acompanhado de arroz com ervas e batatas cozidas. Enquanto eu me deliciava com este meu hobby, pensei que seria ótimo ligar para esta pessoa apenas para dizer o que sentia. A verdade, nada mais além da verdade!
Às vezes, somos incapazes de dizer nossas verdades assim tão levemente. Sempre estamos pesando os prós e os contras. Por que ficar ocultando nossos sentimentos?
Por que não somos tão seguros em dizê-los? Será que é tão difícil expor o que sentimos, quando estamos a fim de dizer sobre isso com alguém? É mesmo uma tremenda dificuldade nos expressarmos, assim tão claramente?
Não sei não! Muitos se privam deste encantamento. E é tão simples. É chegar e dizer!
Gosto de agir dessa maneira, quando quero. Sinto-me tão segura, e tão capaz, quando penso que a vida é tão curta e podemos, se quisermos, expressarmos com todas as letras tudo o que sentimos pela vida e por todas as pessoas que dela fazem parte.
Fiz uma declaração e fui muito feliz, porque a pessoa a considerou e também ficou bem feliz. Eu a ouvi me dizer que a recíproca era verdadeira! E nossos corações sabem o quanto somos felizes por esta causa tão nobre: nossa amizade!
Minha declaração não foi uma confissão de amor, como quer o “Aurélio”, mas, sim, uma confissão de amor de minha amizade por esta “boa e grande pessoa amiga.”
Haverá outras, com certeza, ao longo dessa minha vida...
E você? Alguma vez, em sua vida, já se declarou assim, enquanto cozinhava, enquanto...?
Simples assim!